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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

"O Desembrulhar" da Indústria Musical

Se é verdade que o advento da era digital modificou os nossos hábitos de ouvir música, é ainda mais verdade que este factor é ajudado pelas novas tendências da própria industria musical na distribuição de músicas.

Segundo de Anita Elberse, uma professora de Harvard e investigadora nas indústrias do entretenimento, a compra de musica pelo meio online é simplesmente hoje em dia um processo de selecção, na nossa opinião, muito redutor. Compra-se as músicas favoritas, muitas vezes esquecendo que as músicas são partes constituintes de um todo, o álbum. Se antigamente se dava valor ao "embrulho" como um todo, as novas tendências digitais de distribuição musical (pegue-se no exemplo do iTunes), hoje em dia assiste-se a um novo processo, o "desenpacotar" da indústria musical, de acordo com os termos utilizados pela própria autora.

Porém, a autora faz notar que hoje em dia muitas bandas e empresas discográficas adoptam estratégias mixas. Menciona o caso do novo álbum dos U2, que pode ser comprado na totalidade (o "embrulho"), mas também via online, pelo iTunes.

(ver a entrevista com Anita Elberse aqui)

Apesar de reconhecermos esta nova tendência, somos da opinião de que ouvir um álbum na sua totalidade, do principio ao fim, é uma experiência de grande valor que não se deve perder, uma vez que se prova muito mais satisfatória do que apenas ouvir uma ou outra. Será que também faz sentido ler apenas dois ou três capítulos de um livro, sem o ler no seu todo?

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Sobre o Futuro da Indústria Musical

A tecnologia peer-to-peer, como já é sabido por todos, tem influenciado muito as indústrias do entretenimento, em especial a indústria musical.

Com os trabalhos das bandas constantemente a serem disponibilizados online, muitas vezes ilegalmente e até antes das datas oficias do lançamento dos álbuns, com as pessoas cada vez mais a preferir recorrer à Internet para terem a sua música ao invés de optarem pela compra física dos CD's directamente nas lojas, como será o futuro da indústria musical daqui a uns anos? Já estão aí as novas tendências: a falência das indústrias discográficas, as bandas que "entram na onda" do online, disponibilizando a sua música através do iTunes da Apple, único meio legal realmente capaz de combater todos os outros ilegais, que tentam viver mais do espectáculo ao vivo do que das vendas de CD's, ou mesmo as bandas que (corajosamente) fazem o seu próprio marketing ,através da Internet, desempenhando para esse efeito um papel fundamental a web 2.0, em concreto sites como o Myspace e YouTube.

É claro que é dificil fazer previsões deste género. Contudo, enquanto pesquisávamos na Internet sobre este tema, descobrimos um conjunto de previsões (talvez um pouco óbvias) daquilo que será a realidade desta indústria em 2012. O "profeta" é Keith Jopling, um importante consultor que trabalha na indústria musical, que nos diz que:
  • Um artista mundialmente famoso com estatuto super-estrela deixará de disponibilizar a sua música através de CD's, servir-se-á inteiramente do meio digital. Quanto a isto, temos o exemplo dos Radiohead, mas também os Metallica já discutiram a possibilidade de seguir esta tendência com o próximo album (que deverá estar aí em 2010/2011). Muitas mais bandas seguirão este movimento.
  • Uma indústria discográfica grande passará a vender directamente os lançamentos da Internet, sem recorrer a intermediários como o iTunes. As primeiras serão as editoras independentes.
  • Uma empresa recém-chegada ao mercado de venda de música a retalho irá revolucionar as ofertas destinadas aos consumidores mediante a agregação do maior número de produtos relacionados com música a partir de um único local e a preços incríveis. A probabilidade recai sobre a Amazon.
Para ver o artigo na totalidade, consultem: http://juggernautbrew.blogspot.com/2008/08/music-business-2012-alternative-market.html

Também os nossos hábitos de consumo de música se alteraram e aqui a transformação mais evidente é a substituição do formato físico pelo digital. Por exemplo, já não organizamos os nossos CD's em estantes, como os nossos pais faziam antigamente, preferimos antes arrumar as músicas em formato mp3 dentro do nosso iPod. Para poupar espaço.